Professora e estudantes divulgam pesquisas do PIBIC/UNIFSA em publicações científicas de renome internacional

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As pesquisadoras, Profa. Dra. Maria do Amparo Veloso Magalhães e a estudante de Enfermagem Isabela Soares Uchôa, se dedicaram a estudar, durante o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Centro Universitário Santo Agostinho, as evidências científicas sobre o Teste de Micronúcleo (MN) como biomarcador para pacientes com patologias diversas, por meio de uma revisão integrativa de literatura. Os trabalhos, frutos das pesquisas desenvolvidas no programa, deram origem a uma série de publicações científicas de renome internacional, como o trabalho publicado no livro “Teoria e Prática Multidisciplinar em Saúde – Volume 1”, a publicação no Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR Vol.27,n.1,pp.78-83) e na Revista Brazilian Journal of Development (ISSN 2525-8761). E ainda o trabalho, também desdobramento da pesquisa, intitulado de “Coleta de células de mucosa oral para análise de instabilidade cromossômica: relato de experiência do projeto de extensão rural educação em saúde (PERES)”, em parceria com o aluno Francisco Ariel Paz Santos Freitas, que foi publicado no ebook “Ciências da Saúde – da teoria à prática 9”.

A pesquisa desenvolvida no PIBIC, por se tratar de uma revisão integrativa, sistematiza e discute os resultados das produções acadêmicas publicadas acerca do Teste de Micronúcleo (MN) como biomarcador para pacientes com patologias diversas nas principais plataformas e bases de dados. Esse tipo de pesquisa está muito presente como método investigativo nas ciências, principalmente na área da saúde, uma vez que propicia as práticas de procotolos, atendimentos e tratamentos baseadas em evidências – ou seja, fundamentadas no conhecimento científico.

O Teste de Micronúcleos é um procedimento rápido e eficaz, realizado através de uma coleta da mucosa bucal por esfregaço, que possibilita a detecção da perda de material genético, pois a cavidade a oral é uma região capaz de refletir a saúde dos indivíduos por apresentar alterações macroscópicas indicativas de doenças, como o câncer. De acordo com a professora Maria do Amparo “é passada uma escovinha super delicada na bochecha, então coleta-se algumas células do paciente. É indolor, é assintomático, não é desconfortável. O material é levado para o laboratório, onde são preparadas lâminas e avaliada as alterações nas células da mucosa bucal do paciente. Essas alterações podem sinalizar que aquele paciente está exposto a fatores de riscos, que tem uma predisposição maior para desenvolver câncer de boca. Além disso, esse teste também identifica possíveis pacientes com risco maior, ele também serve como marcador de exposição e remoção de exposição de riscos ambientais”, explica.

As pesquisadoras consideram que é um tema muito importante de ser aprofundado e que, no entanto, possui poucos trabalhos publicados que tratam especificamente dessa questão e são unânimes ao considerar a satisfação de contribuir para o detalhamento dessa temática em face das publicações científicas. Elas também acrescentam os aprendizados adquiridos ao longo do processo de pesquisa, de acordo com a professora Amparo Veloso, uma das maiores fontes de felicidade é a de aproximar os alunos do conhecimento científico. “Nós mostramos para eles que a ciência não é produzida apenas por cientistas doutores, mas por eles também, que ainda estão iniciando na vida acadêmica. Através de muito estudo, dedicação, ética e seriedade, eles podem levantar questões e propostas relevantes para a ciência, com resultados que trazem benefícios para o campo e para a sociedade de maneira geral.”

Isabela Uchôa afirma que sua participação na Iniciação Científica foi um grande aprendizado e já pensa em outras temáticas para estudo e produção científica. “Como aluna ainda não tinha tido contato com a pesquisa, depois dessa experiência aprendi muita coisa sobre a metodologia, pesquisa, ir atrás de artigos, estruturar um trabalho científico. Foi engrandecedor e dentro do nosso tema, mais ainda por saber que um teste de aplicação tão simples, que não gera nenhum trauma ao paciente é eficaz, barato, pode ser super valorizado a ponto de trazer um diagnóstico mais precoce e, dessa forma, pode melhorar seu prognóstico, porque ele vai procurar um tratamento, algo mais especifico para evitar essa instalação da lesão, antes que ela venha a ocorrer. Além dos trabalhos publicados, nós estamos pensando na aplicação do teste nos pacientes com transtornos cognitivos”, finaliza.

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