Professor e egresso do UNIFSA publicam em revista científica trabalho sobre a Covid-19

20 Maio


O professor do Centro Universitário Santo Agostinho, Dr. João Batista Raposo Mazullo Filho, o egresso do curso de Fisioterapia, ex-bolsista do Programa de incentivo à pesquisa científica (PIBIC/UNIFSA) e atualmente mestrando em Ciências e Saúde pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Gabriel Martins de Barros, juntamente com o professor da UFPI, Aírton Conde Mendes Júnior, elaboraram e publicaram uma comunicação científica na Revista J. Health Biol Sci. 2020;8(1):1-3, intitulada de “Considerações sobre a relação entre a hipertensão e o prognóstico da COVID-19”.

O trabalho teve como objetivo investigar a potencial associação entre a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e a gravidade dos casos da COVID-19. O método utilizado foi uma pesquisa bibliográfica nas base de dados Medline, Scopus e Web of Science acerca da relação entre HAS e COVID-19. De acordo com os estudos verificados, as hipóteses levantadas revelaram que a associação entre as doenças estava no tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina. Contudo, a pesquisa aponta que em um estudo experimental, observou-se que os pacientes hipertensos tratados com esses medicamentos apresentaram menor taxa de gravidade da doença.

Gabriel Barros explica que os resultados até agora são conflitantes. “Quando se trata da relação de HAS e COVID-19 não temos como afirmar, pois há conflitos. Nós começamos mais como um mapeamento, de acordo com os primeiros estudos, relatos e prontuários que vieram de hospitais lá da China e demonstraram que a principal doença relacionada à evolução de casos graves e prognóstico de morte de pessoas internadas pela COVID-19 estava nas pessoas com hipertensão sistêmica. Uma questão que está em aberto desde o surto da Sars em 2003. A hipertensão é muito presente, mas nunca ficou comprovado o porquê, aventa-se a possibilidade do medicamento, no entanto, em breve teremos estudos clínicos randomizados e de corte para verificar qual a principal relação”, afirma.

Nesse momento, em que todas as atenções do mundo estão voltadas para a busca de tratamentos, vacinas e medicamentos para o combate à COVID-19, o papel dos cientistas se torna ainda mais relevante, pois contribui para a evidência de métodos seguros e de formas mais estruturadas para lidar com a doença. O professor e fisioterapeuta Dr. João Mazullo, que também está atuando na linha de frente nos hospitais, relata a importância de participar de uma pesquisa como essa: “Esse trabalho de revisão é importante porque reúne as principais pesquisas do mundo e busca discutir os resultados acerca da relação de HAS e COVID-19, ou seja, para entender melhor a hipertensão como grupo de risco para o agravamento do quadro. Nesse primeira etapa, encontramos resultados dispares, com múltiplas possibilidades, sendo a principal delas ligada à medicação. Continuaremos nos dedicando a estudar e produzir ciência para esclarecer e tratar essa doença tão nova e que vem causando tantos danos em todo o mundo. Esse é o nosso papel e o que de melhor podemos pela sociedade”, finaliza.

Confira o trabalho!

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