Estudantes de Serviço Social do UNIFSA são aprovadas no Mestrado de Políticas Públicas da UFPI

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17 dez


As estudantes do curso de Serviço Social do Centro Universitário Santo Agostinho, Luara Dias Silva, Brenna Galtierrez Fortes Pessoa e Francisca Kananda Lustosa dos Santos, foram aprovadas no processo seletivo para cursar a Pós-graduação (nível Mestrado) em Políticas Públicas da Universidade Federal do Piauí. Além de cursarem Serviço Social e serem aprovadas no mesmo Programa, as estudantes têm em comum uma trajetória acadêmica marcada pela realização de pesquisas e publicações científicas.  

Luara Dias Silva

O projeto aprovado da estudante Luara Silva versa sobre a trajetória social das mulheres lésbicas que não performam feminilidade e os espaços que ocupam. Ela explica que decidiu estudar esse tema por perceber que não via a mulher lésbica presente em todos os espaços que frequentava e sentiu a necessidade de estudar a relação existente entre sexualidade e as demais expressões da questão social, que é objeto de estudo do Serviço Social. “A sexualidade é, geralmente, estudada a parte, como se ela não tivesse também influência nessas expressões. Aí entra o gênero, os estudos do feminismo”, esclarece. Luara finaliza pontuando que para a elaboração do projeto e para a sua preparação, o acompanhamento dos professores foi essencial. “Fui me tornando mais crítica a cada leitura e a cada discussão nova, principalmente as da disciplina de Movimentos Sociais. Também destaco a importância de sempre ter participado da Semana da Diversidade que acontece no UNIFSA”, finaliza.

Brenna Galtierrez Fortes Pessoa

A estudante Brenna Pessoa pesquisa sobre o feminicídio e adesigualdade de gênero no âmbito criminal, com o objetivo de compreender como as relações culturais entre gênero reverberam sobre esse tema na esfera criminal. “A pesquisa parte do objetivo principal de investigar como a cultura patriarcal pode interferir no aspecto criminal, especificamente, na abertura de inquéritos de feminicídio. Será uma pesquisa de caráter documental, na qual através dos resultados obtidos, possibilitará compreender os discursos produzidos nos inquéritos policias de feminicídio nas Delegacias do Piauí”, detalha. Brenna Pessoa explica que ter participado como extensionista do projeto “Um Olhar sobre a diversidade: discutindo corpo, sexo e gênero”, coordenado pela docente do UNIFSA Me. Ana Kelma Gallas, foi muito significativo para a sua aprovação na seleção do Mestrado.

“Essa extensão foi de suma importância para pensar e escrever o projeto de pesquisa da seleção, pois me proporcionou uma discussão mais aprofundada sobre referências teóricas acerca dos estudos do feminismo com enfoque mais analítico. Eu e minha companheira de pesquisa, a Ana Vitória, sob orientação da professora Ana Kelma, produzimos artigos e trabalhos sobre como o tema feminicídio era abordado nos jornais locais. Fizemos apresentações em congresso e conseguimos uma menção honrosa em um congresso internacional até”, explica.

Francisca Kananda Lustosa dos Santos

Já a estudante Francisca Kananda Lustosa elaborou como proposta de pesquisa uma análise da cultura machista dentro do âmbito escolar, com o intuito primordial de verificar se há uma prevenção ou manutenção por parte da escola em relação à problemática. Conforme a estudante “a cultura machista deve ser entendida e desconstruída já nas primeiras relações sociais desenvolvidas nas escolas de ensino básico, já que essa é uma das principais instituições sociais responsáveis pela formação da cultura social. Assim, o estudo visa investigar como essa cultura está sendo tratada no espaço escolar, uma vez que é nesse ambiente que se forma a consciência do cidadão responsável pelas relações sociais”, destaca. Francisca Kananda complementa que a formação recebida no UNIFSA foi um grande diferencial para as decisões que tomou no campo profissional. “Os professores nos inspiraram muito com seus exemplos e incentivos, sempre me senti muito acolhida pela instituição como um todo, que cumpre muito bem com o seu papel de promover a formação de profissionais competentes nas suas áreas de atuação a partir de uma qualificação com base humanística que os habilite como cidadãos conscientes e éticos a desempenharem o papel de críticos, construtores e transformadores da sociedade”, afirma. 

De acordo com a professora Dra. Roberta Mara, coordenadora do curso de Serviço Social do UNIFSA, esse resultado deixa a equipe docente e pedagógica do curso muito feliz com desempenho das estudantes nas seleções. “Isso deixa a equipe docente orgulhosa pela conquista delas. Entendo as aprovações das egressas como um indicativo positivo da organização do curso de Serviço Social do UNIFSA. Estou ciente que o processo de ensino e aprendizagem daqui é o caminho certo para que tenham êxito. Valeu o nosso incentivo e o envolvimento delas também na pesquisa e extensão, proporcionadas pelo Centro Universitário”, finaliza.

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